Discurso de Bruno Covas sobre falecimento do sindicalista Antonio Flores na ALESP

Discurso/Homenagem de Bruno Covas na tribuna da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo sobre falecimento do sindicalista Antonio Flores.

Faleceu no dia quatro de dezembro último, o ex-dirigente sindical metalúrgico Antonio Flores.
Um batalhador pela organização dos trabalhadores e pela unidade do movimento sindical.
Fundador do PSDB e entusiasta da organização do secretariado trabalhista e sindical do partido, Flores morreu defendendo a importância da inserção do Partido da Social Democracia Brasileira nos movimentos operários e sociais.
Flores que exerceu a tesouraria da Social Democracia Sindical (SDS), iniciou sua militância sindical nos metalúrgicos de São Paulo no final dos anos 50.
Participou da greve pelo 13º salário e das lutas sindicais e democráticas até l964.
Sua história foi marcada pela sua presença na direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, desde os anos 80, chegando a ser vice-presidente na gestão de Luis Antônio Medeiros.
Mas, bem antes, pelos seus ideais, sofreu perseguição política na época da ditadura militar, tendo sido preso e torturado, ocasião em que demonstrou a lealdade e a coragem dos homens que a história não deve esquecer.
Também foi militante do Partido Comunista Brasileiro, desempenhando um importante papel no restabelecimento das liberdades democráticas no país.
Duas semanas antes de sua morte o recebi em meu gabinete parlamentar e pude testemunhar o entusiasmo que ele dispunha frente as próximas eleições sindicais.
Ele que no ano passado palestrou em um diplomado organizado pelo Esquerda Pra Valer e pela Juventude do PSDB e a todos emocionou com a força dos seus ideais e sua referência moral.
Flores figura agora na galeria dos companheiros, dos homens públicos que dedicaram a vida pela democracia e seu pleno exercício na defesa dos trabalhadores desse país.