De olho na América Latina: fim de 2015 – por Donizete Beck

DE OLHO NA AMÉRICA LATINA: FIM DE 2015 PARA O DESPERTAR DE 2016
por Donizete Beck

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No ano de 2015, tivemos muitas mudanças no cenário geopolítico internacional. Observando a América Latina, tivemos alguns fatos notáveis que estão relacionados com o desgaste dos governos populistas com os seus povos, que compõem o assunto principal desse texto. Sendo desenrolado a seguir.

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No Brasil, em 2015, tivemos o desgaste do governo da presidente Dilma Rousseff. Fato que pode ser comprovado por pesquisas e pelas manchetes dos jornais. Comprova-se por pesquisa da CNI-Ibope que em 27 anos, o Governo Dilma conseguiu ter o maior percentual de pessoas que consideram o governo ruim ou péssimo.(1) Foram feitos diversos pedidos de impedimento à presidente Dilma, porém, insustentáveis institucionalmente assim como os outros inúmeros pedidos de impedimentos insustentáveis que foram aos seus antecessores, exceto ao de Collor. Por vingança pessoal, Eduardo Cunha ao ser desamparado pela bancada de congressistas do PT(Partido dos Trabalhadores), aceita um dos pedidos e põe início ao processo de impeachment. Sem falar das manifestações diversas contra o governo desde meados de 2013. Ou seja, desde o mandato anterior da presidente, entretanto, nas últimas eleições, ela venceu democraticamente por maioria de votos. Outro fato marcante, foi a piora nos indicadores da economia nacional…

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Na Argentina, por 12 anos, houve a gestão dos Kirchner. Por Néstor e sucessivamente pela sua ex-mulher Cristina. No fim do ano de 2015 elegeu-se o liberal de centro-direita que propõe reformas liberais e de privatização de alguns setores na economia argentina. Pondo fim ao populismo do Kirchnerismo no governo argentino. (2) O fim do governo Kirchner termina por ser reconhecido internacionalmente como um governo autoritário, excessivamente intervencionista, limitador da liberdade de expressão, nada social-democrático. A Argentina nas últimas eleições viu-se sem uma outra via. Precisava-se de uma opção não populista como a de Kirchner e nem liberal como a de Macri, e sim uma alternativa social-democrática.

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Na Venezuela, houve uma troca de maioria no parlamento. A maioria do parlamento era pró-governo, atualmente é da oposição. (3) O governo chavista, continuado por Maduro, aplica uma política que é socialista, mas que também não é democrática e é populista. Infelizmente, Maduro também joga contra a imprensa, contra a liberdade de expressão e provavelmente articula manifestações agressivas e violentas até mesmo contra parlamentares de outros países que são da oposição a um governo que ele apóia(ele apóia, por exemplo, o governo de Dilma Roussef). (4)

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Diante desses fatos, qual é a sua posição? O que podemos esperar para América Latina em 2016? Com certeza esperamos que o próximo ano seja melhor! Feliz Ano Novo!

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REFERÊNCIAS:

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(1) Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/…/popularidade-de-dilma-segu…> Acesso em 31 dez 2015.

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(2) Saiba mais, disponível em: <http://g1.globo.com/…/macri-e-eleito-presidente-da-argentin…> Acesso em 31 dez 2015.

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(3) Disponível em: <http://g1.globo.com/…/oposicao-venezuelana-consegue-maioria…> Acesso em 31 dez 2015.

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(4) Veja um caso de manifestação agressiva que provavelmente foi orquestrada por Maduro ou por seus partidários no caso da visita de alguns senadores da oposição à Dilma Roussef, apoiada por Maduro. Disponível em: <http://politica.estadao.com.br/…/geral,comboio-brasileiro-e…> Acesso em 31 dez 2015

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DONIZETE BECK é estudante de Gestão Pública e filiado ao PSDB-SP.

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